sexta-feira, 19 de março de 2010

Gestão de expectativas

Gostava de ter a capacidade de não esperar nada das pessoas (mas vivo a construir expectativas).
Gostava de viver apenas com o que sei e nunca com o que espero (e eu tenho tantas esperanças).

Porque assim, tudo o que viesse de bom seria abraçado com muito mais força e vontade.

Gostava de atingir este patamar evolutivo: Viver feliz apenas com o que está dentro de mim.

quinta-feira, 18 de março de 2010

certas lágrimas


há certas lágrimas
que já não cabem nos olhos
e que têm de ser choradas
por outras máquinas de
sentir: árvores,
ou o mar, por exemplo


e isto não são só palavras
isto não é
uma palavra


gil t. sousa in exercícios de esquecimento

terça-feira, 16 de março de 2010

E agora...

... tenho 2 m2 de cama à minha espera.
Já disse o quanto eu ADORO dormir sozinha?

I do believe

11H20

Em casa comi torradas e um donuts.
Aqui já lá vai meio pacote de bolachas Maria.

E hoje apetecia-me almoçar ao sol, um peixinho grelhado, acompanhado de legumes e molho de manteiga com limão.

Ai que medo... só penso em comida. O que se passa comigo?

Sim



Isto são mesmo as minhas unhas. E perguntam vocês: Mas porque é que ela está a colocar fotografias das unhas no blogue? E respondo eu: Porque pareço os putos com um brinquedo novo. Porque nunca tive unhas de jeito e agora tenho as unhas que quero. Porque passo a vida a olhar para elas... and so what? Gosto. Sinto-me bem.

Dinheirinho bem gasto.

(é verniz de gel... vão ficar assim muitoooo tempo)

segunda-feira, 15 de março de 2010

O cão ataca o vizinho ou eu não devia de sair de casa de sapatos de salto alto

Cenário: Segunda-feira e um compromisso muito importante marcado para as 9H30.

Eu : Como sei que as minhas manhãs são sempre impróprias para cardíacos, o despertador toca antes das 7. Eu tenho uma enorme incapacidade em levantar-me ao primeiro toque. Passam pelo menos 20 minutos até conseguir colocar os meus pezitos no chão.

Ela: acorda sempre com vontade de tudo, menos de se vestir, comer e ir para a escola.

O cão: é histérico logo de manhã.

Parte 1: Rotina normal, banho, vestir, comer, vesti-la, agarrar no cão e ir à rua.

É aqui que começa a parte 2 (talvez a mais emocionante da minha manhã).
O cão saiu da porta do prédio, ao mesmo tempo que o meu vizinho de 3 prédios ao lado. O vizinho que tem uma cadela com o cio.
Cão corre em fúria e monta o vizinho ( atenção que isto já aconteceu 1 vez). Eu corro de saltos altos para salvar o vizinho. Agarro no cão e peço um milhão de desculpas ao vizinho. Explico que não posso com o cão, que ele tem muita força e que, por isso, não consigo andar com ele de trela. Apelo-lhe aos sentimentos dizendo que o meu cão é apaixonado pela cadela dele. Estive quase, quase para marcar um encontro, mas achei que talvez não fosse o momento mais oportuno, porque o meu cão continuava atracado à perna dele.
Contámos juntos até 3. Para ele fugir para o carro, enquanto eu pegava na coleira. Correu bem.
Eu torci os pés não sei quantas vezes. Falta-me o curso de correr de saltos altos em chão de calçada atrás de cães.

Parte 3:
Cheguei ao colégio dela como outro dia qualquer. Na mochila ia a Pimpinha. Chegou uma amiga ao mesmo tempo. Mostrou-lhe que tinha trazido uma Barbie. Logo a Pimpinha era coisa de miúda muito pequena e, por isso, queria que eu fosse a casa buscar outro brinquedo.
Deixei-a aos gritos. Senti-me a pior de todas as mães.

Parte 4: Cheguei ao carro e percebi que não tinha o telemóvel. Onde tinha a morada e o contacto da reunião das 9H30. Acho que foi castigo e tive mesmo de voltar a casa.

Parte 5: Não consegui contar as transgressões que fiz no trânsito hoje de manhã. Mas foram algumas.

Parte 6: Fiquei no carro uns 5 minutos antes de conseguir entrar para a reunião. Acho que estava verde.

Correu bem... vá lá!!! E ainda é meio dia... estou cansada.



sexta-feira, 12 de março de 2010

Nunca mais chega o dia 1 de Abril...

... para eu dizer uma catrefada de mentiras, sem ficar com peso na consciência.

( isto de ter consciência tem muito que se lhe diga!!!)

Bah

Fiquei com coisas engasgadas. É que até as sinto aqui... todas juntas em amena cavaqueira num chamado diálogo silencioso.
Há qualquer coisa que se passa cá dentro...
...parte de mim, diz fala, a outra parte diz, não consigo. Nestas alturas deixo de saber como se formam as palavras.

Como é que se produz o som que sai pela boca?

Estou engasgada, enjoada e mal disposta.

Upgrade


Depois disto: