_ Mãe, tu és tão romântica.
quarta-feira, 10 de março de 2010
Tenho uma mini-depressão...
... cada vez que me acaba o meu perfume.
Porque sei que não vivo sem ele e é daquelas compras que não dão prazer nenhum a fazer, porque eu vou à loja comprar outro exactamente igual.
Demora uns minutos a comprar... mas a carteira... ui... vem bem mais leve!
Há coisas que deviam de durar para sempre!
sexta-feira, 5 de março de 2010
Se eu pudesse...
... fechava agora os olhos. Aqui mesmo, sentada à secretária. Ficava de olhos bem fechados. Adormecia e ia passear pelos meus sonhos.
Naquele sonho onde eu te abraço o dia inteiro. Porque é no teu ombro onde eu consigo realmente descansar.
quinta-feira, 4 de março de 2010
Ser mãe (em Portugal)
"A nível da família, constato muitas vezes uma diminuição do prazer dos adultos no convívio com as crianças: vejo pais exaustos, desejosos de que os filhos se deitem depressa, ou pelo menos com esperança de que as diversas amas electrónicas os mantenham em sossego durante muito tempo. Também aqui se impõe uma reflexão sobre o significado actual da vida em família: para mim, ensinado pela Psicologia e Psiquiatria de que é fundamental a vinculação de uma criança a um adulto seguro e disponível, não faz sentido aceitar que esse desígnio possa alguma vez ser bem substituído por uma instituição como a escola, por melhor que ela seja. Gostaria, pois, que os pais se unissem para reivindicar mais tempo junto dos filhos depois do seu nascimento, que fizessem pressão nas autarquias para a organização de uma rede eficiente de transportes escolares, ou que sensibilizassem o mundo empresarial para horários com a necessária rentabilidade, mas mais compatíveis com a educação dos filhos e com a vida em família."
Daniel Sampaio in Público
Quando decidi que queria ser mãe soube nesse mesmo dia que no futuro iria ter de abdicar de algumas (muitas) coisas a nível profissional. Quando decidi ser mãe, decidi que nunca iria colocar o meu emprego à frente dos interesses da minha família. Mas abraçar esta decisão foi aceitar que a partir desse dia, eu nunca mais iria ser considerada uma profissional competente. Porque no nosso país confunde-se competência com quantidade de horas de trabalho. Confunde-se ser-se prestável, com a quantidade de jantares e eventos sociais da empresa em que se participa. Fica sempre mal, pedir horário reduzido, ou declinar um convite para jantar com o chefe. Fica sempre mal, escolher-se os 5 meses de período de licença de maternidade. Pedir-se horário contínuo. A partir do dia em que se é mãe, deixamos de ter qualquer tipo de reconhecimento profissional se optarmos por beneficiar dos nossos direitos. É triste ( é claro que existem excepções... poucas mas existem).
Eu decidi que iria continuar num emprego mal remunerado, mas que me permite chegar às 10H00 e sair às 18H00. Emprego esse que me permite acompanhar a minha filha nas suas rotinas diárias de banhos e jantares. Depois para não abandonar o meu sonho de me sentir profissionalmente realizada, começo um outro trabalho pelas 22horas até à meia noite, uma da manhã... e por ai fora.
Muitos dias fico revoltada por viver no país que vivo. Por justificar o ter de trabalhar de noite, por estar aqui todos os dias num sítio que abomino e onde não tenho condições... Digo encolhida quando tenho de ir a alguma consulta, ou alguma reunião no colégio dela. Que são sempre às 18H00. Telefono com medo, quando tenho de ficar em casa porque ela está doente. Desculpo-me, desculpo-os. Arranjo desculpas todos os dias e aceito o inaceitável de boca calada.
Escolher no nosso país, ser uma mãe que se dedica aos seus filhos, é escolher ser inferior aos olhos dos outros.
É mesmo assim. Sou inferior. Dedico tempo à família e isso não é trabalho remunerado.
Mas a minha escolha é uma escolha de coração. É uma escolha que nem devia de ser escolha (mas é!). Escolho ser mãe. E ser mãe faz de mim a mulher que sou.
Com muito orgulho.
quarta-feira, 3 de março de 2010
Às quartas-feiras à noite...
... tenho o mundo só para mim.
E como as preencho eu?
Trabalho. Trabalho e trabalho.
Tédio da pior espécie. E logo hoje que nem crepes do Pingo Doce tenho no congelador...
Cantarolando
Hey there Delilah
What's it like in New York City?
I'm a thousand miles away
But girl, tonight you look so pretty
Yes you do
Times Square can't shine as bright as you
I swear it's true
Hey there Delilah
Don't you worry about the distance
I'm right there if you get lonely
Give this song another listen
Close your eyes
Listen to my voice, it's my disguise
I'm by your side
(humpf)
What's it like in New York City?
I'm a thousand miles away
But girl, tonight you look so pretty
Yes you do
Times Square can't shine as bright as you
I swear it's true
Hey there Delilah
Don't you worry about the distance
I'm right there if you get lonely
Give this song another listen
Close your eyes
Listen to my voice, it's my disguise
I'm by your side
(humpf)
É para ao lado que durmo melhor
Gosto destes dias animados (not) em que o meu chefe se pavoneia de um lado para o outro, cheio de urgência nos passos e nas palavras. Atrapalhado, afogado em papéis, telefonemas. Tudo coisas muito importantes e essenciais. São dias em que fala mais alto, num tom muito esganiçado. Depois respira fundo, a fazer barulhos. Bate com os pés e com as mãos na secretária. Carrega com muita força no teclado... e vai dizendo tudo o que faz. Depois ainda treme com a perna e faz muitas contas na máquina de calcular. Diz muitas e variadas asneiras.
Gosto ainda mais, quando ele pensa, que me vai atormentar com estas atitudes. Deves... ah ah ah. Dá-me um gozo sobrenatural, olhá-lo assim de lado com muita calma, falar muito baixinho e de vez em quando perguntar-lhe assim: _ Ai... não percebi nada! Tem de falar mais devagar e pausadamente. Se calhar é melhor ir beber um copito de água para se acalmar. Cuidado com o coração... cuidadooooo...
...e depois lembro-me do sorriso do cão Muttley ...
... este...
Gosto ainda mais, quando ele pensa, que me vai atormentar com estas atitudes. Deves... ah ah ah. Dá-me um gozo sobrenatural, olhá-lo assim de lado com muita calma, falar muito baixinho e de vez em quando perguntar-lhe assim: _ Ai... não percebi nada! Tem de falar mais devagar e pausadamente. Se calhar é melhor ir beber um copito de água para se acalmar. Cuidado com o coração... cuidadooooo...
...e depois lembro-me do sorriso do cão Muttley ...
... este...
segunda-feira, 1 de março de 2010
Sobre as hormonas II
Estou a gravar um cd ( dos Keane - Hopes & Fears) para "enfiar" dentro do leitor do carro, que daqui a 15 minutos quando estiver a tocar vai-me fazer chorar o caminho todo. E sim é mesmo esse o propósito. Não sou dada ao desespero nem à tragédia, mas há dias que tem mesmo de ser ( têm sido muitos, não é? mas isto vai passar, isto vai passar, isto vai passar.... vai vai, pois vai... vai mesmo... )
Depois quando chegar ao colégio da minha filha, vou limpar as lágrimas e vou "apregoando" pelo caminho que estou cheia de alergias e que este tempo dá cabo de mim...
E siga para bingo.
Depois quando chegar ao colégio da minha filha, vou limpar as lágrimas e vou "apregoando" pelo caminho que estou cheia de alergias e que este tempo dá cabo de mim...
E siga para bingo.
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